A Red Hat está entre as principais empresas que contribuíram para o kernel do Linux
1 de abril de 2012Portal do Software Público faz cinco anos
1 de abril de 2012Antigo conhecido e aliado das instituições governamentais, o open source já não é mais considerado bicho de sete cabeças pelas companhias, até mesmo as de grande porte, que atualmente, ao menos, avalia o recurso. Atrativos como não ficar preso a um fornecedor, poder realizar melhorias no sistema a qualquer momento e redução de custos têm angariado novos usuários corporativos, impulsionando a penetração no mercado.
Segundo Bruno Arrial dos Anjos, analista sênior de Mercado da Frost & Sullivan, open source é assunto importante desde o nascimento da computação e sempre será para o desenvolvimento do setor. “Empresas que conseguem extrair benefícios dele saem à frente. Exemplos são o Facebook e até a Fiat.”, exemplifica.
No Brasil, o governo é forte patrocinador desse tipo de iniciativa, porque levanta a bandeira de utilizar software livre e open source para tornar o mercado mais democrático, avalia Bruno. Ele diz que o tema, no entanto, ainda gera dúvidas em relação a sua definição e é confundido com software livre e free software. “Open source permite acesso ao seu código-fonte, ele pode estar dentro de produtos de empresas como Oracle e Microsoft. Já o software livre é livre de patentes”, observa. O free software, prossegue, é gratuito e não necessariamente tem o código aberto.
Para ele, o receio em torno da segurança não deve ter peso na escolha de plataformas open source, já que, por existirem diversas comunidades e profissionais dedicados ao desenvolvimento de soluções baseadas no conceito, a localização de vulnerabilidades é mais rápida.
No Brasil, a ideia de a segurança ser o elo mais fraco do open source está mudando. Outro fato que ainda influencia na hora de optar pelo open source está relacionado à confiabilidade, evolução das funcionalidades e, principalmente, quanto ao suporte. As empresas levam em consideração o apoio necessário caso haja algum problema e que tipo de impacto terá aos negócios.
Uma das grandes mudanças alavancadas pelo open source foi a adoção de padrões abertos em alguns segmentos como banco de dados, virtualização e nuvem.
Recentemente foi divulgado o resultado anual da Red Hat, fornecedora de software open source, que mostrou que o código aberto é um negócio rentável. A companhia foi a primeira, totalmente dedicada ao open source, a registrar faturamento superior a 1 milhão de dólares no último ano fiscal, encerrado em 29 de fevereiro de 2012. “Trata-se de uma marca significativa para este setor”, sintetiza Jim Whitehurst, vice-presidente de Marketing Global da Red Hat.
A organização encontrou a fórmula adequada para chegar a esse patamar. A companhia oferece subscrição da tecnologia e junto dela o suporte necessário e ainda treinamento. “Fazemos os clientes felizes e com isso eles querem manter o relacionamento”, diz Whitehurst. “O que fazemos é testar e integrar as tecnologias, porque as empresas buscam estabilidade e não querem mexer no código todo dia”, observa.
Segundo ele, o Brasil é um dos grandes usuários das tecnologias da Red Hat e é por isso que a companhia estabeleceu, há seis anos, operação no País, que hoje somam três unidades [São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília]. O JBoss, servidor de aplicação de código aberto, tem forte aceitação por aqui, prossegue, e está entre os primeiros países que mais usam o middleware. “Temos grande penetração no governo, mas estamos muito presentes também nas empresas de serviço financeiro, que tradicionalmente são as que mais têm preocupações com segurança, mas apostam no open source como parte da estratégia”, observa o executivo.
Para Whitehurst, tecnologias emergentes, como cloud e mobilidade têm impulsionado o uso de open source, mas as vantagens do modelo estão atraindo empresas, que antes se fechavam para esse mundo. “Tecnologias open source nunca estão trancadas e não é preciso pagar pelo uso de licenças. Além disso, a segurança é aprimorada, já que, por ser aberta, os desenvolvedores descobrem rapidamente falhas e tratam de consertá-las prontamente”, lista. Ele diz que o Linux é o sistema com maior participação nos negócios da companhia. A virtualização e middleware estão na segunda e terceira posições na lista de interesse dos usuários da Red Hat.
Sobre o futuro do open source, Whitehurst arrisca dizer que é estabelecer maior integração com sistemas operacionais. “Além disso, acredito que open source vai além do campo da infraestrutura e deve migrar para soluções e CRM e ERP”, aposta.
A Tecnisys, empresa sediada em Brasília, com atuação nacional, especializada em soluções open source e parceira da Red Hat desde 2007, vem contribuindo significativamente para o crescimento da plataforma na área governamental, através de comercialização de subscrições, consultoria e treinamentos oficiais.





